DEMOCRACIA – Vulnerabilidades Fatais (Parte 4)
General de Brigada Veterano Luiz Eduardo Rocha Paiva
Na Parte 1 escrevemos: “democracia pode ser resumidamente definida como ‘o governo do povo, pelo povo, para o povo”.
Isto é, o poder nacional é instrumento do povo a ser empregado para garantir interesses vitais - desenvolvimento, segurança, soberania e qualidade de vida. Nos textos anteriores destacamos três vulnerabilidades fatais a qualquer democracia: - cisão político-social nas camadas mais esclarecidas e autônomas da sociedade e sua maioria, despreparada e dependente do Estado, torna-se curral eleitoral de lideranças cujo interesse é o poder, não o servir ao bem comum; e - Estado e instituições controlados por oligarquias patrimonialistas (OP) que legislam em prol de seus interesses e usurpam os recursos nacionais ao arrepio do bem comum. A corrupção contamina lideranças e sociedade, liquida a democracia e a nação se torna uma cleptocracia. - Infecção da sociedade por utopias ideológicas: o nazifascismo e o socialismo marxista, revolucionários; o socialismo fabianista não revolucionário (social-democracia); o globalismo supranacional; e ou o fundamentalismo religioso. Some-se a OP, pois as vulnerabilidades são simultâneas e visam o poder, aliando-se ou opondo-se entre si, e função do contexto vigente.

Globalismo: movimento político que defende a governança global por instituições supranacionais (ONU etc.), considerando os complexos e amplos desafios contemporâneos. Isso compromete a soberania dos países mais fracos, dando margem a ingerências e outras ameaças, pois as soluções aos desafios atenderão aos interesses das potências mundiais envolvidas. Um governo que delegue soberania a instituições supranacionais, cujos membros são estrangeiros e não foram eleitos por seu povo, e que aceite decisões sem aprovação do seu Congresso, onde estão os legais e legítimos representantes da nação, liquidará o “governo do povo, pelo povo, para o povo”, em outras palavras, a própria democracia.
